sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Juquinha e Cachoeira da Capivara - Serra do Cipó, 30/01/2010

Serra do Cipó. Só pra variar. Sim, para variar fomos visitar o quintal dos belorizontinos.

E dessa vez foi diferente. Diferente porque adentramos território particular em busca de uma cachoeira 'interditada', dita uma das mais bonitas de toda a Serra, e de lá fomos enxotados.

Chegamos à Serra do Cipó bem cedo, fizemos nossa parada habitual na padaria, e seguimos rumo ao destino do dia: Cachoeira da Capivara, tão maravilhosa como interditada. Fechada à visitação do público 3 anos atrás por uma empresa ótima e super legal, que não nos priva de nada com sua ação, uma tal de Cedro Cachoeiras. Cedro CACHOEIRAS. Irônico, não?

Para se chegar até a cachoeira deve-se seguir na MG-010, saindo de BH. Do camping da ACM, seguir por mais 18 km, até se avistar a estátua do Juquinha à esquerda. A estrada da ACM até o Juquinha tem, em alguns pontos, mirantes e paisagens muito bonitas.

Juquinha

O Juquinha era um andarilho que vivia na região da Serra do Cipó. Era sempre visto trocando suas flores e plantas com viajantes por quaisquer utensílios trazidos por eles. Após a sua morte, foi imortalizado pelas prefeituras dos municípios locais com uma estátua (usando seu chapéu e sua calça pega-frango), colocada em um ponto em que se tem uma vista bastante interessante das montanhas ao redor. Há um bar ao lado da estátua, em que se pode tomar garapa ou uma água de coco.

Depois de cumprimentar o Juca, passamos no bar para nos informar sobre a cachoeira. O dono do bar prontamente nos informou que a empresa que é dona do território costuma contratar jagunços para que vigiem a cachoeira, não deixando ninguém entrar. Ainda assim não desanimamos e seguimos em frente.

A entrada da cachoeira fica alguns metros depois do Juquinha, na mesma MG-010, também à esquerda. Existe uma placa indicando a entrada, avisando que a cachoeira está interditada, como se dissesse: "Olha! É aqui que entra, viu? Mas num pode entrar não, tá?"

Início da trilha

Paramos o carro em frente à entrada e começamos a andar. A trilha é fácil de se seguir, o único ponto em que tivemos dificuldade foi logo no início, quando nos deparamos com uma cerca de arame farpado. Nesse ponto, não deve-se pular a cerca, e sim seguir à direita, margeando a cerca, até que se encontre uma trilha, o que acontece pouco depois. No caminho existe mais uma placa de 'cachoeira interditada' e duas cercas de arame farpado para se atravessar, mas nada impossível.


Paisagens da trilha

Após mais ou menos 45 minutos de caminhada, chegamos até a majestosa Cachoeira da Capivara. Chega-se à cachoeira pela parte de cima, onde há um poço de tamanho médio-grande, e uma grande queda, porém essa queda não cai direto na água, e sim nas pedras. Olhando-se para a esquerda, é possível ver o poço da queda debaixo, simplesmente ENORME, o maior poço de cachoeira já visto por nós, realmente impressionante.

cachu de longe

cachu de perto

Aproveitamos a parte de cima da cachoeira na parte da manhã e à tarde tentamos chegar à queda inferior. Descer pelas pedras, junto à queda, não parecia possível, e acabamos desistindo após conseguir uma foto da queda de baixo. Voltamos e tentamos dar a volta pelo lado em que chegamos à cachoeira, mas, no meio do caminho, fomos surpreendidos pelos jagunços, que nos disseram que não poderíamos permanecer ali.

A frustração por não aproveitar a queda debaixo e seu enorme poço foi grande, mas um dia voltaremos (o dono do bar disse que os vigias não costumam trabalhar em dias de semana)!

Poço e queda inferiores

Abraços!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O manto

Após intensas pesquisas no mundo da moda, aprovação de diversos estilistas internacionais e o desenvolvimento de uma logomarca para os pintassilgos, ontem, dia 01/12/2011, nosso maravilhoso manto amarelo saiu do forno.

Frente

Trás
Para quem tiver interesse na confecção de camisas, recomendamos o Francisco da Fatto Malhas, que fica no Savannah Mall, na rua Araguari, 359, bairro Barro Preto.

Já para quem tiver interesse na criação de logomarcas, favor entrar em contato comigo.

O próximo trekking que nos aguarde. Com esse uniforme, 'nós vamo se consagrar'!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

1ª Etapa do Circuito Mineiro de Trekking 2011 - Belo Horizonte

Rua da Bahia
Voar em casa não é tarefa das mais fáceis. Esse é o ensinamento aprendido pelos pintassilgos com mais essa etapa do Circuito Mineiro de Trekking. Voando sobre o seu próprio terreno, a nossa majestosa Bêagá, os Pintassilgos na Lavadoura conseguiram um resultado, no máximo, decepcionante. A etapa de BH marcou o início da competição em 2011, a primeira prova da Raíssa como pintassilga e, além disso, a estréia dos pintassilgos na categoria Trekkers, alcançando apenas a nona colocação, de um total de 15 equipes.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Milho Verde e Capivari - 11/jan/2011

2011 se inicia e os pintassilgos dão seu primeiro vôo sobre as cachoeiras de Milho Verde e Capivari, ambas distritos da cidade de Serro, localizada na região central de Minas. O Arraial de Serro Frio foi, no auge do ciclo do ouro, importante centro de exploração de ouro na região e mais tarde de diamantes com a descoberta de jazidas nas regiões de Milho Verde e Diamantina.

Como antiga rota de tropeiros o município de Serro ainda oferece a deliciosa comida mineira mas também a precariedade de suas estradas que parecem pouco ter mudado desde o Brasil colônia. Saindo de Belo Horizonte pela MG-010 são 188 Km de distância sendo que 60 deles de terra, da simpática Conceição do Mato Dentro até Serro.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Travessão e Cachoeira do Paiol - Serra do Cipó, 08 e 09/dez/2010

A idéia inicial do passeio era realizar a travessia Travessão - Lagoa Dourada, passando pela cachoeira Braúnas, mas como nem tudo, ou melhor, quase nada correu como o esperado, acabamos deixando a travessia para uma próxima oportunidade, e nos contentamos em conhecer apenas o Travessão e a Cachoeira do Paiol.

Deixamos o carro na Pousada Duas Pontes (R$7,00 por dia de estacionamento), situada no km 112 da MG010, e começamos nossa empreitada por volta das oito horas. A trilha começa logo em frente à pousada, do outro lado da rodovia, onde deve-se pular uma porteira trancada, ou passar por uma cerca de arame. Sempre é bom lembrar que acampar no Parque Nacional da Serra do Cipó é proibido, portanto cuidado com o IBAMA, que possui agentes fiscalizando as redondezas.

A trilha é bem demarcada, com pedrinhas brancas no chão, porém não é sinalizada. O trajeto, até o Travessão, é composto de muitas subidas e descidas, muito diferente das trilhas para as cachoeiras Andorinhas, Gavião e Farofa, por exemplo, o que faz dela uma caminhada mais pesada, especialmente com mochilas de carga nas costas. Apesar de termos usado dois dias, a visita ao Travessão pode ser feita em um só dia, visto que a distância do início da trilha até o Travessão é de aproximadamente 10 km.

Início da trilha

A vegetação é sempre baixa, não proporcionando sombra alguma durante todo o trajeto, portanto o uso de protetor solar se faz bastante necessário. O início do caminho se dá em campo aberto, com algumas subidas íngremes, e uma descida longa até a floresta de samambaias, onde existe um ponto de água.

Floresta de samambaias

Dentro da floresta a trilha parecia ter sido cuidada há pouco tempo, pois as samambaias não atrapalharam nossa passagem, apesar de ser visível o crescimento de novas samambaias, fazendo com que a trilha, em breve, fique mais fechada. Algum tempo após deixarmos a floresta de samambaias, chegamos à Cachoeira do Paiol, que possui duas quedas principais, a de baixo quase sem poço, e a de cima, uma  japanese garden waterfall level 1, que tem um poço mais fundo e maior, mas ainda pequeno.

Cachoeira do Paiol

Queda superior

Uma boa dica é se sentar sobre as pedras da queda de cima, que não são muito escorregadias, e curtir a água caindo na cabeça. Depois da cachoeira, subimos mais um pouco e chegamos até umas pedras, onde deveriam estar pinturas rupestres, mas não as encontramos. Partindo dali, iniciamos uma descida bastante extensa rumo ao Travessão.

Descida até o Travessão

Quase ao fim da descida, a trilha encontra um rio, e continua depois de atravessá-lo. CUIDADO. Não atravesse o rio para continuar a trilha, que foi o que nós fizemos. Se você atravessar o rio, terá que descer um morro com inclinação quase zero, tarefa muito difícil com uma mochila pesada nas costas, especialmente em época de chuva, pois o morro fica lamacento e muito escorregadio. Ao chegar ao rio, a trilha correta fica um pouco escondida, atrás de algumas árvores, à esquerda de quem desce.

Em seguida, descendo a trilha perigosa ou não, você chegará ao mirante do Travessão. Para quem não conhece, o Vale do Travessão é um monumental vale que divide as bacias do Rio São Francisco e do Rio Doce. Deixo vocês com imagens desse lugar espetacular:


Mirante do Vale do Travessão

Para os bons observadores, o poço no meio do vale (visível com um zoom nas fotos) é o Poço dos Andorinhões, que entrou na nossa lista de lugares a conhecer após uma tentativa frustrada de alcançá-lo no segundo dia. O poço é cercado por alguns quilômetros de mata fechada, e faz-se necessário o uso de um facão.

Saindo do Travessão, seguimos ao sul até encontrarmos um bom lugar para montar a barraca. Acabamos escolhendo um péssimo lugar, pois montamos a barraca em um lugar muito alto, que venta muito. Sofremos com essa decisão logo em seguida, quando, assim que nos afastamos da barraca para buscar água, fomos surpreendidos por uma tempestade e tivemos que voltar correndo para a barraca. Resultado: ensopamos o interior da barraca e ficamos tentando impedir o vôo da mesma, porque a tempestade não parecia disposta a deixar a barraca conosco. Apesar de tudo isso, as rezas pareceram surtir efeito, visto que não morremos eletrocutados e a barraca ainda ficou inteira.

Sobrevivente

No dia seguinte, acordamos cedo para tentar um ataque ao Poço dos Andorinhões, mas chegamos à conclusão de que não teríamos tempo suficiente para chegar até lá, o que nos fez desistir, após termos descido por aproximadamente uma hora dentro da mata que leva até o poço, a partir do mirante do Travessão.

A volta foi tranquila, pegamos chuva somente nos últimos três quilômetros, mas nada que as capas de chuva não dessem conta. Mais uma vez fomos agraciados com um enorme arco-íris, cujo início estava bem perto de onde nós estávamos (se não estivéssemos tão cansados, teríamos procurado pelo pote de ouro).

Arco-íris

Porteira de início/final da trilha

Abraços!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

12ª Etapa do Circuito Mineiro de Trekking 2010 - Serra do Rola-Moça

E foi dado o primeiro vôo. Não o primeiro de todos. Mas o primeiro até o ponto mais alto do pódio. Aleluia! Os pintassilgos venceram uma etapa! E não foi uma vitória qualquer, pois ainda levamos, de lambuja, a vitória  no Mr./Mrs. Passo da etapa, e o troféu de vencedores do segundo semestre na categoria Novatos.

Vitória!

Visto que nada vem de graça, tivemos várias pedras e buracos (literalmente) no caminho que levou à nossa primeira vitória, muitos dos quais não conseguimos ver por causa do escuro, o que causou algumas quedas inesperadas (só eu caí umas 5 vezes). Ao menos alguém se divertiu com as quedas, como a moça do resgate, que ficava em frente a uma vala e gentilmente notificava os participantes da existência da mesma. Após eles se esborracharem no chão, é claro (a vala vitimou a mim e ao Pimenta). Isso sem falar no Dhiapa, que adorou fazer piadas sobre as minhas quedas e o nome do parque (queda, rola, moça, entendeu? hehehe).

Neutral

Após um início ruim, em que ficamos sem encontrar referência alguma por vários minutos, nós acabamos conseguindo uma melhora na prova, que foi muito exigente, tanto fisicamente quanto "navegaçãomente", com o perdão da palavra inventada. Tivemos vários trechos de subida bastante íngreme, mas pudemos amenizar o cansaço com a visão da nossa querida BH brilhando na escuridão, servindo como um plano de fundo para a nossa caminhada. A trilha passou por vários mirantes que dão uma vista muito bonita da cidade à noite, destaque para o Mirante das Pedras, que proporciona uma vista bem legal.

A foto melhorzinha que conseguimos tirar de BH

O Parque Estadual da Serra do Rola-Moça fica pertinho de Belo Horizonte, da Savassi são aproximadamente 25km até a portaria do parque. Para chegar até lá, é só pegar a BR 040, sentido RJ, entrar à direita no posto Chefão, pegar a segunda rua à direita e seguir até a portaria. De ônibus, deve-se pegar o 0010, cujo ponto final se localiza na entrada do parque.

O lugar é muito bonito e possui vários mirantes bastante interessantes, de onde podemos ver a cidade de Belo Horizonte ao fundo. A visitação está restrita ao dia, não sendo permitida a entrada a partir das 17h.

Para quem está curioso quanto ao nome do parque, ele vem de um "causo", imortalizado por Mário de Andrade em um poema. O poema conta a história de um casal que, logo após a cerimônia de casamento, cruzava a Serra de volta para casa, quando o cavalo da moça escorregou no cascalho e caiu no fundo do grotão. O marido, desesperado, esporou seu cavalo ribanceira abaixo e, "a Serra do Rola-Moça, Rola-Moça se chamou".


Considerações importantes:
  • Primeira participação do Dhiapa, volte sempre!
  • Não tivemos melancia no neutral, o que é um absurdo. Gostaria de, por meio deste, demonstrar à organização a minha insatisfação com este fato.
  • Boa viagem, Bernardo!
  • Guilherme e Henrique não brigaram.
  • Guilherme reclamou o tempo inteiro.
  • Bernardo fez amizade com a galera do cachorro quente.


Escuridão

Ano que vem os Pintassilgos na Lavadoura disputarão o Circuito Mineiro de Trekking na categoria Trekkers. Novos desafios virão!


Dados da prova (Categoria Novatos):
Local: Parque Estadual da Serra do Rola-Moça
Etapa: 12/2010
Horário: Noturna
Distância Total: 7309m
Tempo de prova: 2h35m
Brinde da etapa: garrafa de alumínio
Nossos pontos: 5947
Classificação/Geral: 1º
Classificação/Passo: 1º
Número de equipes participantes: 7

Abraços!

domingo, 21 de novembro de 2010

Serra do Cipó - 20/nov/2010

Neste sábado, após uma semana de chuva constante e de previsão de chuva também para o fim de semana, o sol resolveu reaparecer e dar aos Pintassilgos na Lavadoura a oportunidade de trilhar uma rota clássica da Serra do Cipó: Cachoeira Andorinhas - Cachoeira Gavião.

Acesso: Portaria 2 do Parque Nacional da Serra do Cipó (chegando à Serra do Cipó, vire à direita na segunda rotatória e siga reto, a portaria está pouco depois da Pousada Fazenda do Engenho).
Preço: R$6,00 por pessoa para entrar no parque. Nesse dia não tinha ninguém na portaria, portanto não pagamos.
Tempo: 1 dia
Perfil: trilha leve pouco sinalizada/ margem de rio rochosa
Distância: Portaria 2 - Cachoeira Andorinhas: aprox. 6,5 Km
Cachoeira Andorinhas - Cachoeira Gavião: aprox. 1 Km