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sábado, 19 de março de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Juquinha e Cachoeira da Capivara - Serra do Cipó, 30/01/2010
Serra do Cipó. Só pra variar. Sim, para variar fomos visitar o quintal dos belorizontinos.
E dessa vez foi diferente. Diferente porque adentramos território particular em busca de uma cachoeira 'interditada', dita uma das mais bonitas de toda a Serra, e de lá fomos enxotados.
Chegamos à Serra do Cipó bem cedo, fizemos nossa parada habitual na padaria, e seguimos rumo ao destino do dia: Cachoeira da Capivara, tão maravilhosa como interditada. Fechada à visitação do público 3 anos atrás por uma empresa ótima e super legal, que não nos priva de nada com sua ação, uma tal de Cedro Cachoeiras. Cedro CACHOEIRAS. Irônico, não?
Para se chegar até a cachoeira deve-se seguir na MG-010, saindo de BH. Do camping da ACM, seguir por mais 18 km, até se avistar a estátua do Juquinha à esquerda. A estrada da ACM até o Juquinha tem, em alguns pontos, mirantes e paisagens muito bonitas.
O Juquinha era um andarilho que vivia na região da Serra do Cipó. Era sempre visto trocando suas flores e plantas com viajantes por quaisquer utensílios trazidos por eles. Após a sua morte, foi imortalizado pelas prefeituras dos municípios locais com uma estátua (usando seu chapéu e sua calça pega-frango), colocada em um ponto em que se tem uma vista bastante interessante das montanhas ao redor. Há um bar ao lado da estátua, em que se pode tomar garapa ou uma água de coco.
Depois de cumprimentar o Juca, passamos no bar para nos informar sobre a cachoeira. O dono do bar prontamente nos informou que a empresa que é dona do território costuma contratar jagunços para que vigiem a cachoeira, não deixando ninguém entrar. Ainda assim não desanimamos e seguimos em frente.
A entrada da cachoeira fica alguns metros depois do Juquinha, na mesma MG-010, também à esquerda. Existe uma placa indicando a entrada, avisando que a cachoeira está interditada, como se dissesse: "Olha! É aqui que entra, viu? Mas num pode entrar não, tá?"
Paramos o carro em frente à entrada e começamos a andar. A trilha é fácil de se seguir, o único ponto em que tivemos dificuldade foi logo no início, quando nos deparamos com uma cerca de arame farpado. Nesse ponto, não deve-se pular a cerca, e sim seguir à direita, margeando a cerca, até que se encontre uma trilha, o que acontece pouco depois. No caminho existe mais uma placa de 'cachoeira interditada' e duas cercas de arame farpado para se atravessar, mas nada impossível.
Após mais ou menos 45 minutos de caminhada, chegamos até a majestosa Cachoeira da Capivara. Chega-se à cachoeira pela parte de cima, onde há um poço de tamanho médio-grande, e uma grande queda, porém essa queda não cai direto na água, e sim nas pedras. Olhando-se para a esquerda, é possível ver o poço da queda debaixo, simplesmente ENORME, o maior poço de cachoeira já visto por nós, realmente impressionante.
Aproveitamos a parte de cima da cachoeira na parte da manhã e à tarde tentamos chegar à queda inferior. Descer pelas pedras, junto à queda, não parecia possível, e acabamos desistindo após conseguir uma foto da queda de baixo. Voltamos e tentamos dar a volta pelo lado em que chegamos à cachoeira, mas, no meio do caminho, fomos surpreendidos pelos jagunços, que nos disseram que não poderíamos permanecer ali.
A frustração por não aproveitar a queda debaixo e seu enorme poço foi grande, mas um dia voltaremos (o dono do bar disse que os vigias não costumam trabalhar em dias de semana)!
Abraços!
E dessa vez foi diferente. Diferente porque adentramos território particular em busca de uma cachoeira 'interditada', dita uma das mais bonitas de toda a Serra, e de lá fomos enxotados.
Chegamos à Serra do Cipó bem cedo, fizemos nossa parada habitual na padaria, e seguimos rumo ao destino do dia: Cachoeira da Capivara, tão maravilhosa como interditada. Fechada à visitação do público 3 anos atrás por uma empresa ótima e super legal, que não nos priva de nada com sua ação, uma tal de Cedro Cachoeiras. Cedro CACHOEIRAS. Irônico, não?
Para se chegar até a cachoeira deve-se seguir na MG-010, saindo de BH. Do camping da ACM, seguir por mais 18 km, até se avistar a estátua do Juquinha à esquerda. A estrada da ACM até o Juquinha tem, em alguns pontos, mirantes e paisagens muito bonitas.
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| Juquinha |
O Juquinha era um andarilho que vivia na região da Serra do Cipó. Era sempre visto trocando suas flores e plantas com viajantes por quaisquer utensílios trazidos por eles. Após a sua morte, foi imortalizado pelas prefeituras dos municípios locais com uma estátua (usando seu chapéu e sua calça pega-frango), colocada em um ponto em que se tem uma vista bastante interessante das montanhas ao redor. Há um bar ao lado da estátua, em que se pode tomar garapa ou uma água de coco.
Depois de cumprimentar o Juca, passamos no bar para nos informar sobre a cachoeira. O dono do bar prontamente nos informou que a empresa que é dona do território costuma contratar jagunços para que vigiem a cachoeira, não deixando ninguém entrar. Ainda assim não desanimamos e seguimos em frente.
A entrada da cachoeira fica alguns metros depois do Juquinha, na mesma MG-010, também à esquerda. Existe uma placa indicando a entrada, avisando que a cachoeira está interditada, como se dissesse: "Olha! É aqui que entra, viu? Mas num pode entrar não, tá?"
| Início da trilha |
Paramos o carro em frente à entrada e começamos a andar. A trilha é fácil de se seguir, o único ponto em que tivemos dificuldade foi logo no início, quando nos deparamos com uma cerca de arame farpado. Nesse ponto, não deve-se pular a cerca, e sim seguir à direita, margeando a cerca, até que se encontre uma trilha, o que acontece pouco depois. No caminho existe mais uma placa de 'cachoeira interditada' e duas cercas de arame farpado para se atravessar, mas nada impossível.
Paisagens da trilha |
Após mais ou menos 45 minutos de caminhada, chegamos até a majestosa Cachoeira da Capivara. Chega-se à cachoeira pela parte de cima, onde há um poço de tamanho médio-grande, e uma grande queda, porém essa queda não cai direto na água, e sim nas pedras. Olhando-se para a esquerda, é possível ver o poço da queda debaixo, simplesmente ENORME, o maior poço de cachoeira já visto por nós, realmente impressionante.
| cachu de longe |
| cachu de perto |
Aproveitamos a parte de cima da cachoeira na parte da manhã e à tarde tentamos chegar à queda inferior. Descer pelas pedras, junto à queda, não parecia possível, e acabamos desistindo após conseguir uma foto da queda de baixo. Voltamos e tentamos dar a volta pelo lado em que chegamos à cachoeira, mas, no meio do caminho, fomos surpreendidos pelos jagunços, que nos disseram que não poderíamos permanecer ali.
A frustração por não aproveitar a queda debaixo e seu enorme poço foi grande, mas um dia voltaremos (o dono do bar disse que os vigias não costumam trabalhar em dias de semana)!
Poço e queda inferiores
Abraços!
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Travessão e Cachoeira do Paiol - Serra do Cipó, 08 e 09/dez/2010
A idéia inicial do passeio era realizar a travessia Travessão - Lagoa Dourada, passando pela cachoeira Braúnas, mas como nem tudo, ou melhor, quase nada correu como o esperado, acabamos deixando a travessia para uma próxima oportunidade, e nos contentamos em conhecer apenas o Travessão e a Cachoeira do Paiol.
Deixamos o carro na Pousada Duas Pontes (R$7,00 por dia de estacionamento), situada no km 112 da MG010, e começamos nossa empreitada por volta das oito horas. A trilha começa logo em frente à pousada, do outro lado da rodovia, onde deve-se pular uma porteira trancada, ou passar por uma cerca de arame. Sempre é bom lembrar que acampar no Parque Nacional da Serra do Cipó é proibido, portanto cuidado com o IBAMA, que possui agentes fiscalizando as redondezas.
A trilha é bem demarcada, com pedrinhas brancas no chão, porém não é sinalizada. O trajeto, até o Travessão, é composto de muitas subidas e descidas, muito diferente das trilhas para as cachoeiras Andorinhas, Gavião e Farofa, por exemplo, o que faz dela uma caminhada mais pesada, especialmente com mochilas de carga nas costas. Apesar de termos usado dois dias, a visita ao Travessão pode ser feita em um só dia, visto que a distância do início da trilha até o Travessão é de aproximadamente 10 km.
| Início da trilha |
A vegetação é sempre baixa, não proporcionando sombra alguma durante todo o trajeto, portanto o uso de protetor solar se faz bastante necessário. O início do caminho se dá em campo aberto, com algumas subidas íngremes, e uma descida longa até a floresta de samambaias, onde existe um ponto de água.
| Floresta de samambaias |
Dentro da floresta a trilha parecia ter sido cuidada há pouco tempo, pois as samambaias não atrapalharam nossa passagem, apesar de ser visível o crescimento de novas samambaias, fazendo com que a trilha, em breve, fique mais fechada. Algum tempo após deixarmos a floresta de samambaias, chegamos à Cachoeira do Paiol, que possui duas quedas principais, a de baixo quase sem poço, e a de cima, uma japanese garden waterfall level 1, que tem um poço mais fundo e maior, mas ainda pequeno.
Uma boa dica é se sentar sobre as pedras da queda de cima, que não são muito escorregadias, e curtir a água caindo na cabeça. Depois da cachoeira, subimos mais um pouco e chegamos até umas pedras, onde deveriam estar pinturas rupestres, mas não as encontramos. Partindo dali, iniciamos uma descida bastante extensa rumo ao Travessão.
| Descida até o Travessão |
Quase ao fim da descida, a trilha encontra um rio, e continua depois de atravessá-lo. CUIDADO. Não atravesse o rio para continuar a trilha, que foi o que nós fizemos. Se você atravessar o rio, terá que descer um morro com inclinação quase zero, tarefa muito difícil com uma mochila pesada nas costas, especialmente em época de chuva, pois o morro fica lamacento e muito escorregadio. Ao chegar ao rio, a trilha correta fica um pouco escondida, atrás de algumas árvores, à esquerda de quem desce.
Em seguida, descendo a trilha perigosa ou não, você chegará ao mirante do Travessão. Para quem não conhece, o Vale do Travessão é um monumental vale que divide as bacias do Rio São Francisco e do Rio Doce. Deixo vocês com imagens desse lugar espetacular:
Para os bons observadores, o poço no meio do vale (visível com um zoom nas fotos) é o Poço dos Andorinhões, que entrou na nossa lista de lugares a conhecer após uma tentativa frustrada de alcançá-lo no segundo dia. O poço é cercado por alguns quilômetros de mata fechada, e faz-se necessário o uso de um facão.
Saindo do Travessão, seguimos ao sul até encontrarmos um bom lugar para montar a barraca. Acabamos escolhendo um péssimo lugar, pois montamos a barraca em um lugar muito alto, que venta muito. Sofremos com essa decisão logo em seguida, quando, assim que nos afastamos da barraca para buscar água, fomos surpreendidos por uma tempestade e tivemos que voltar correndo para a barraca. Resultado: ensopamos o interior da barraca e ficamos tentando impedir o vôo da mesma, porque a tempestade não parecia disposta a deixar a barraca conosco. Apesar de tudo isso, as rezas pareceram surtir efeito, visto que não morremos eletrocutados e a barraca ainda ficou inteira.
No dia seguinte, acordamos cedo para tentar um ataque ao Poço dos Andorinhões, mas chegamos à conclusão de que não teríamos tempo suficiente para chegar até lá, o que nos fez desistir, após termos descido por aproximadamente uma hora dentro da mata que leva até o poço, a partir do mirante do Travessão.
A volta foi tranquila, pegamos chuva somente nos últimos três quilômetros, mas nada que as capas de chuva não dessem conta. Mais uma vez fomos agraciados com um enorme arco-íris, cujo início estava bem perto de onde nós estávamos (se não estivéssemos tão cansados, teríamos procurado pelo pote de ouro).
Abraços!
Em seguida, descendo a trilha perigosa ou não, você chegará ao mirante do Travessão. Para quem não conhece, o Vale do Travessão é um monumental vale que divide as bacias do Rio São Francisco e do Rio Doce. Deixo vocês com imagens desse lugar espetacular:
| Mirante do Vale do Travessão |
Para os bons observadores, o poço no meio do vale (visível com um zoom nas fotos) é o Poço dos Andorinhões, que entrou na nossa lista de lugares a conhecer após uma tentativa frustrada de alcançá-lo no segundo dia. O poço é cercado por alguns quilômetros de mata fechada, e faz-se necessário o uso de um facão.
Saindo do Travessão, seguimos ao sul até encontrarmos um bom lugar para montar a barraca. Acabamos escolhendo um péssimo lugar, pois montamos a barraca em um lugar muito alto, que venta muito. Sofremos com essa decisão logo em seguida, quando, assim que nos afastamos da barraca para buscar água, fomos surpreendidos por uma tempestade e tivemos que voltar correndo para a barraca. Resultado: ensopamos o interior da barraca e ficamos tentando impedir o vôo da mesma, porque a tempestade não parecia disposta a deixar a barraca conosco. Apesar de tudo isso, as rezas pareceram surtir efeito, visto que não morremos eletrocutados e a barraca ainda ficou inteira.
| Sobrevivente |
No dia seguinte, acordamos cedo para tentar um ataque ao Poço dos Andorinhões, mas chegamos à conclusão de que não teríamos tempo suficiente para chegar até lá, o que nos fez desistir, após termos descido por aproximadamente uma hora dentro da mata que leva até o poço, a partir do mirante do Travessão.
A volta foi tranquila, pegamos chuva somente nos últimos três quilômetros, mas nada que as capas de chuva não dessem conta. Mais uma vez fomos agraciados com um enorme arco-íris, cujo início estava bem perto de onde nós estávamos (se não estivéssemos tão cansados, teríamos procurado pelo pote de ouro).
| Arco-íris |
| Porteira de início/final da trilha |
Abraços!
domingo, 21 de novembro de 2010
Serra do Cipó - 20/nov/2010
Neste sábado, após uma semana de chuva constante e de previsão de chuva também para o fim de semana, o sol resolveu reaparecer e dar aos Pintassilgos na Lavadoura a oportunidade de trilhar uma rota clássica da Serra do Cipó: Cachoeira Andorinhas - Cachoeira Gavião.
Acesso: Portaria 2 do Parque Nacional da Serra do Cipó (chegando à Serra do Cipó, vire à direita na segunda rotatória e siga reto, a portaria está pouco depois da Pousada Fazenda do Engenho).
Preço: R$6,00 por pessoa para entrar no parque. Nesse dia não tinha ninguém na portaria, portanto não pagamos.
Tempo: 1 dia
Perfil: trilha leve pouco sinalizada/ margem de rio rochosa
Distância: Portaria 2 - Cachoeira Andorinhas: aprox. 6,5 Km
Cachoeira Andorinhas - Cachoeira Gavião: aprox. 1 Km
Preço: R$6,00 por pessoa para entrar no parque. Nesse dia não tinha ninguém na portaria, portanto não pagamos.
Tempo: 1 dia
Perfil: trilha leve pouco sinalizada/ margem de rio rochosa
Distância: Portaria 2 - Cachoeira Andorinhas: aprox. 6,5 Km
Cachoeira Andorinhas - Cachoeira Gavião: aprox. 1 Km
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